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CLEMENTINO POETA E MUSICO
Paraiso dos poemas e canções do CAIÇARA CLEMENTINO, poeta e músico de São Sebastião - SP/BR
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UMA VALSA E DOIS AMORES
Data: 23/09/2011
Créditos:
Essa canção é da autoria do mestre de todos os violonistas do Brasil. Eu que sou um modestíssimo músico ouso dizer que é o maior do mundo. Ainda não vi nenhum violonista chegar tão próximo do imortal DILERMANDO REIS. A autorizaç]ao para esta gravação está contida no meu segundo CD intitulado canções para ouvir e sonhar. Todos os eventuais créditos dos direitos autorais faço questão absoluta que sejam dos herdeiros do seu autor.


AO MESTRE DILERMANDO REIS.
 
 
                    DILERMANDO REIS, é, foi e sempre será para nós violonistas, eternamente o ÍCONE DO VIOLÃO. Foi o nosso mestre de todos os tempos.
                    Quando criança, aos sete anos de idade, eu ganhei do João Faustino, meu irmão mais velho, um cavaquinho e nele comecei o arremedo de tocar. Antes, como éramos pobres, eu fazia as minhas próprias violinhas, umas de taquara e outras de madeira, com fios de nylon [linha de pescar].
                    Depois, aos nove anos de idade entrei na escola primária [Grupo Escolar Henrique Botelho] na minha amada cidade de São Sebastião-SP, onde um dos membros do corpo docente era nada mais nada menos que um mestre da música, grande violinista, o professor EUCLIDES FERREIRA, natural de Cravinhos-SP, autor e compositor da música O BATUQUE CAIÇARA que foi trilha sonora para um dos primeiros filmes brasileiro, O CAIÇARA.
                    Daí então, mostrando-lhe o meu interesse pelo cavaquinho e pela música ele gentilmente ofereceu-se para me dar aulas de música gratuitamente em sua casa, o que aceitei com o maior prazer. Não podia desperdiçar essa oportunidede.
                    Dali em diante comecei a ter mais contatos com músicos, alguns muito bons e já profissionalizados. Foi quando num certo dia ouvindo no rádio o DILERMANDO REIS tocar, conheci o verdadeiro som de um violão.
                   Lembro-me que era um programa especial, no qual ele tocou SONS DE CARRILHÕES, ABISMO DE ROSAS, UMA VALSA E DOIS AMORES, SE ELA PERGUNTAR e outros sucessos. Fiquei extasiado. Para mim aquilo sim era tocar violão. Tirar o verdadeiro som das cordas de um violão, limpinhas e com uma precisão invejável era o máximo. Por isso mais tarde resolvi mudar de instrumento, pois percebi que como cavaquinhista ou violonista eu não tinha nenhum futuro.
                  Até então eu só tinha visto e ouvido os caras que arranhavam, como se dizia popularmente.      
                    Mas nesse embalo, em terra de cego quem tem um olho é rei, eu que estudava música com o Professor Euclides Ferreira, já era considerado um ótimo tocador de cavaquinho. Hoje, pela minha própria avaliação, bastante medíocre, diga-se de passagem.
                    Arriscava tocar Pedacinhos do céu; Brasileirinho e tantos outros dos grandes e lindos choros do não menos conhecido e importante WALDIR AZEVEDO, este o inimitável e insubstituível cavaquinhista.
                    Anos depois, já trabalhando como auxiliar de cartório, fui estudar música no conservatório em São José dos Campos. Mas pelas minhas próprias limitações, iniciei os estudos para tocar contrabaixo. ´[Trocadilho: Não queria nada contra os altos].
                    Portanto, sem medo de errar, afirmo a todos que nunca estudei violão; não tenho técnicas violonísticas. O que faço é muito simples e primário, próprio de um auto didata no instrumento. O pouco que aprendi foi agora de uns cinco ou seis anos atrás, com o meu amigo, irmão e parceiro, esse sim, o maior violonista da América Latina na atualidade, FRANCISCO ARAUJO.
                    Pois bem. Estou inserindo no meu primeiro CD como solista de violão, uma das tantas canções do Dilermando Reis que eu gosto. Trata-se de UMA VALSA E DOIS AMORES.
                    A guisa de comentário, não como afirmação, pois não tenho certeza absoluta disso, já ouvi várias pessoas falarem que essa música ele Dilermando fez em homenagem às duas mulheres que ele amava ao mesmo tempo.
                    Gravei UMA VALSA E DOIS AMORES e publiquei na minha página no Recanto das Letras, bem como no meu site. Não editei, não corrigi nenhuma frase que escapou errada. E nem usei nenhum recurso técnico nessa gravação. Foi feito tudo às pressas e de uma só vez. Por isso não tem cortes ou reparos. Isto porque a minha intenção foi simplesmente fazer o fundo musical para esta homenagem ao nosso grande mestre.
                    Portanto, quando o meu CD estiver pronto, editado, mixado e confeccionado em caráter definitivo, com certeza o caro amigo leitor e ouvinte terá uma melhor qualidade.




Nota do autor:

                    Após ter publicado este texto, fui informado pelo Francisco Araujo, quando conversávamos no telefone, que o Dilermando Reis nasceu no dia  22 de setembro de 1916. portanto se estivesse vivo estaria completando 95 anos. Ele faleceu no dia 01 de janeiro de 1.977. No entanto, a minha homenagem coincidiu com a semana de aniversário do seu nascimento, porém eu não tinha programado por não saber desse detalhe até então. 
                              Eu e o Francisco Araujo somos parceiros em uma música intitulada LIÇÕES DO PASSADO. Trata-se de um choro que o Francisco compôs para homenagear o Dilermando Reis. Ja está gravada no  CD do violonista MARCOS GOMES [sêlo CPC-UMES]. Posteriormente eu escrevi um poema para o mesmo choro, ratificando a homenagem ao nosso imortal mestre. A linha melódica é moderna, com algumas variantes diferentes e com mudanças no andamento e no compasso. Logo estaremos publicando a música por completo aqui. Guarulhos, 25/09/2011, 23:20h.



 
Enviado por CLEMENTINO POETA E MÚSICO em 25/09/2011

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