BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE E BOA SORTE. QUE DEUS NA SUA INFINITA BONDADE NOS ILUMINE HOJE E SEMPRE.
CLEMENTINO, poeta e músico de  São Sebastião - SP
Paraíso dos poemas e canções de um poeta e músico caiçara
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TER MUITA FÉ
                               Certa vez, isso há mais de 45 anos, estávamos, eu, o André Luiz “meu primo”, Luiz Carlos “o radialista”, Nelson “o baianinho”, o Orivaldo “SAPONGA”, o Vasco “o bonitão”, Ari “o baixinho”, Rovilson, “o sabidão”, Marcos “o japonês” e outros amigos, dos quais não me lembro os nomes, batendo um papo, na calçada da pensão [república] da dona Dulva, esposa do João “Cabeção” onde morávamos, na rua Martim Buchard, no bairro do Brás, em São Paulo-SP. Era um final de tarde de sábado. Conversa vai, conversa vem, cada um puxava um assunto, contava uma piada, etc.
                               Então o  Ari que era irmão do Vasco, levantou-se, coçou a cabeça, de cabelos espinhados e murmurou em voz até compassada: “Ah! se Deus me ajudasse ganhar na loteria hoje. Me acabaria esse problema de dinheiro”. Nem bem ele acabou de falar já o seu irmão, o Vasco perguntou-lhe: Você comprou bilhetes para a loteria de hoje?, baixinho;
e a resposta foi ótima: - Não, não comprei. Então como Deus vai te ajudar?, perguntou novamente o Vasco. Se você não tem bilhete da loteria, como quer ganhar? Nem com toda fé do mundo você pode ganhar se não estás concorrendo.
                              Desnecessário dizer, que mediante essa cena, a gargalhada foi geral. Foi muito engraçado, pois o baixinho que era torcedor fervoroso do São Paulo Futebol Clube, entrou pra dentro da pensão, foi até o seu quarto e voltou, disfarçando o vexame. Na banca da revista na calçada, também vizinha da pensão, o seu proprietário estava ouvindo pelo rádio, a transmissão do jogo entre o São Paulo e o Santos. Ele era santista roxo. No exato momento em que o “baixinho” encosta na banca pra ouvir o jogo, o São Paulo marcou um gol. Ele baixinho pulou todo feliz comemorando. Porem, o moço da banca, ficou irritado e desligou o rádio. O baixinho ficou muito bravo e perguntou pro outro: Porque você desligou o rádio?. O moço, também muito irritado, porem sorrindo pelo jeito como o baixinho estava, falou: PORQUE O RÁDIO É MEU E EU DESLIGO A HORA QUE EU QUERO, kkkkkkkkkkkk, arreganhando os dentes amarelados de nicotina dos cigarros que fumava um após o outro.
                              Mais uma vez, foi só gargalhadas. A cena era muito engraçada mesmo.
                              Então o Luiz Carlos com seu vozeirão de radialista falou pro baixinho e pra todos ouvirem. Tenha fé meu amigo, já já o Santos vira o jogo, ai podes crer que o amigo ai da banca liga o rádio novamente. Espere. Dali pra frente toda a conversa girou em torno do baixinho e do dono da banca, pois ambos estavam irritadiços.
                              O Rovilson que ainda não tinha esquecido a questão do bilhete de .loteria, só pra encher o saco do baixinho, perguntou-lhe: Você quer que eu compre um bilhete da loteria pra voce? E a resposta foi muito mais legal: Não, porque eu não tenho dinheiro pra gastar com bilhetes. Mais gargalhadas. Oh! que tarde gostosa aquela. A gente era pobre mais vivíamos felizes. Tudo era motivo de brincadeira e risos.
                              Isto que contei não é fictício. É real. Até os personagens.
                              Diante de tudo que relatei, deixo a minha mensagem de fé e amor à Deus. Devemos ter fé, aguardar os melhores acontecimentos de coisas boas pra nossas vidas, porem, não basta esperar que caiam do céu. TER FÉ é importante. No entanto, aguardar milagres não vale a pena.


Nota do autor:
As pessoas das quais falei são reais. Deles ainda tenho contato com muita assiduidade com o ANDRÉ LUIZ que é meu primo por laços consangüíneos e meu irmão querido. Os demais se dispersaram e nunca mais eu os vi.
CLEMENTINO POETA E MÚSICO
Enviado por CLEMENTINO POETA E MÚSICO em 17/03/2010
Alterado em 17/03/2010
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