BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE E BOA SORTE. QUE DEUS NA SUA INFINITA BONDADE NOS ILUMINE HOJE E SEMPRE.
CLEMENTINO, poeta e músico de São Sebastião-SP
Paraíso dos poemas e canções de um poeta e músico caiçara
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Textos




O VIOLÃO



 
 
 
Olá amigo Violão. Os meus dedos esquerdos choram e sorriem de alegria ao mesmo tempo, quando estão passeando felizes no teu braço. Vão pulando de traste em traste, apertando as tuas cordas em movimentos intermitentes e rápidos, mas suaves, sentindo também a tua vibração.
Igualmente os meus dedos direitos amam te tocar e te alizar com carinho te fazendo cantar alto ou baixo, extraindo de ti o melhor som para ouvidos apurados e sensíveis.
Olha caro Violão, tenho certeza de que tu gostas das nossas mãos que são apaixonadas por ti. Por isso permites e correspondes cantando alegremente todos os ritmos e melodias quando os dedos te tocam.
Não tens preconceitos de cor, de raça, de religião; não tens vocação por agremiações políticas e desportivas. Tenho certeza absoluta que nestes itens tu és perfeito. Consegues agradar todos os que estão ao teu redor. Simples assim: Tu és “O VIOLÃO”.
Apenas segues o teu curso cantando ou chorando mansinho e baixinho; ás vezes um pouco mais alto, tudo de acordo com quem está contigo nos braço te acariciando.
Tu, caríssimo Violão, não reclamas de nada, não esperneia e nem sai por aí alardeando tristeza.  Tudo porque nasceste apenas para nos brindar com a tua magia e para nos alegrar até nos momentos tristes.
Enfim, tu és o querido Violão. Falo isso sem medo de errar e de ser feliz. O melhor amigo dos violonistas e do ser humano és tu, posto que seja o único instrumento do bem, do amor e da paz capaz de agradar gregos e troianos.
 
 
 
 




Notas deste poeta:
01) O poema ora por mim escrito diz respeito a um violonista destro, que é o meu caso. Porém, é só inverter a posição dos dedos caso refiram-se a um poeta ou violonista canhoto.
02)  A vontade de escrever este poema veio após eu ter derrubado o meu violão no corredor da portaria do prédio onde moro e o quebrado, justamente quando estava indo gravar um programa na televisão. Fiquei tão aborrecido que ao voltar imediatamente escrevi este texto poético.




 
CLEMENTINO POETA E MÚSICO
Enviado por CLEMENTINO POETA E MÚSICO em 23/10/2020
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